10/03 - Confira as principais mudanças para tirar a CNH (Carteira Nacional de Habilitação).

SÃO PAULO - Estão em vigor desde 25 de fevereiro novas normas para o exame médico feito por quem vai tirar ou renovar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Além da inclusão do exame que identifica distúrbios do sono para motoristas profissionais (leia mais aqui), a Resolução 267 do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) fixou novos parâmetros para os exames já existentes.

Na parte oftalmológica do exame, a Resolução determinou uma redução da necessidade da acuidade visual. Segundo o diretor de relações governamentais da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), Dr. Fábio Racy, foram feitos estudos que mostraram que a qualidade da visão é mais importante do que a quantidade. Então, agora a avaliação se baseia mais em critérios de qualidade como campo de visão, profundidade e recuperação de visão ao ofuscamento. “Usávamos parâmetros de 40 anos atrás. Em alguns lugares dos Estados Unidos, permitem que a pessoa dirija com apenas 20% da visão”, explica Racy.

Em relação à parte otorrinolaringológica, a principal mudança está ligada à acuidade auditiva. O teste foi reformulado e, dependendo dos indícios apresentados pelo candidato a motorista, o médico terá de pedir para que a pessoa faça exames complementares.

No exame cardiológico, alguns parâmetros foram modificados para facilitar ao médico identificar a possibilidade de morte súbita ao volante e problemas de pressão arterial. “Antes, pedia-se uma pressão de 18 por 11. Hoje o mínimo é 16 por 10 para que a pessoa possa dirigir sem restrição”, detalha o especialista.

Mudaram também as normas relacionadas ao exame neurológico. Antes, a pessoa com epilepsia era proibida de dirigir. Hoje, dependendo da evolução do paciente e do tratamento ao qual ele está se submetendo, o médico pode liberá-lo para dirigir sob condições restritas. Os demais candidatos a motorista continuam fazendo exames triviais, como o de reflexo.

G1