10/04 - Caso Isabella: Avô de Isabella diz que 'qualquer um' poderia ter entrado em prédio.

O advogado Antonio Nardoni, avô da garota Isabella, de 5 anos, que morreu ao cair de um prédio na Zona Norte de São Paulo, falou nesta quarta-feira (9) com a reportagem do Jornal Nacional. É como se um furacão tivesse varrido a casa da família. Os avós paternos choravam a morte da neta e veio mais um sofrimento: a prisão do filho, Alexandre, e da mulher dele - investigados pelo assassinato da menina. Desde então, pai e filho conversaram duas vezes na cadeia.

“O que ele diz é o que ele diz desde o início: que provavelmente alguém teria entrado no apartamento dele”, disse Antônio Nardoni, por telefone. A terceira pessoa já estaria escondida no apartamento quando o casal chegou. O advogado diz que entrou no prédio junto com a polícia e descreve o que viu naquele sábado (29). “Os portões de entrada de pedestres, que são dois, estavam abertos. Todo mundo entrava e saía. O portão da garagem estava escancarado, ou seja, qualquer um poderia ter entrado e ter saído. E, apesar de nós pedirmos insistentemente para que a polícia verificasse os apartamentos, na verdade não houve a vistoria.”

O pai de Alexandre falou também sobre as supostas contradições que o filho teria cometido durante a investigação. “Em nenhum momento ele disse que houve arrombamento. Depois dizem que ele omitiu que tinha sangue. Não, ele não omitiu que tinha sangue. Dizem que ele trocou de roupa. Não, ele também não trocou de roupa.”

A expectativa da família agora está nas provas técnicas e no julgamento do habeas corpus. “Estou absolutamente tranqüilo na inocência dos dois. Nós acreditamos que a verdade vai prevalecer e que eles serão liberados.”

O avô de Isabella se apresenta como a voz do filho e da nora que neste momento, segundo ele, não têm a menor condição emocional de se defender em publico. “Eles estão extremamente abalados. Você imagina alguém que acabou de perder a filha. Então, a dor dele é muito grande.”