25/05 - Maranhão: Governadores firmam pacto para desenvolvimento do Centro-Norte.

Os governadores do Maranhão, Jackson Lago, e do Piauí, Wellington Dias, e representantes dos estados do Pará, Tocantins, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, assinaram na tarde de ontem os atos de criação e instalação do Fórum Permanente do Corredor Centro-Norte. Durante a cerimônia, realizada no Palácio dos Leões, os governadores e demais signatários do documento de criação do Fórum proferiram discursos ressaltando a importância da construção deste colegiado, que visa superar o isolamento do centro-norte e viabilizar nesta região um corredor multimodal de exportação.

“Este Fórum nasce com a missão de tratar de interesses coletivos e de questões comuns a esta nossa região, que precisa e vai se desenvolver de forma integrada e com planejamento”, declarou o governador Jackson Lago. Por aclamação, os participantes do encontro aprovaram a proposta apresentada pelo governador Wellington Dias para que a próxima reunião do Fórum, com data ainda não definida, seja realizada em Teresina.

“Vivemos um momento histórico, aqui em São Luís do Maranhão, porque a construção deste Fórum vai, com certeza, impulsionar o desenvolvimento da região que mais cresce e que mais vai crescer, nos próximos 50 anos”, declarou o governador do Piauí.

Os atos de criação do Fórum Permanente também foram assinados pelos vice-governadores do Pará, Odair Santos Correia; do Mato Grosso, Sinval da Cunha Barbosa; e do Tocantins, Paulo Sidney Antunes. O secretário de Planejamento de Goiás, Oton Nascimento, assinou o documento em nome do governador Alcides Rodrigues Filho. O governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, não pôde comparecer ao evento, mas encaminhou um expediente ao governador Jackson Lago, manifestando todo apoio à instalação do Fórum.

Ao fazer a abertura do encontro, na manhã de ontem, o governador Jackson Lago pediu um minuto de silêncio em pesar pela morte do senador Jefferson Péres (PDT- AM). Durante todo o dia, representantes dos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí, Tocantins e Maranhão discutiram as perspectivas de cada Estado para o desenvolvimento da região, com debates das questões de produção de alimentos, bioenergia, minérios e de logística, para a produção e escoamento destas riquezas, e da solução democrática dos problemas e da sustentabilidade ambiental.

“Estamos aqui para examinar a logística para o desenvolvimento de cada Estado e da região”, destacou o governador Jackson Lago. O Corredor Centro-Norte ocupa 43% de todo o território brasileiro com uma população de 28.227.567 habitantes, que corresponde a 15,35% da população brasileira. 

O ministro extraordinário de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, que veio ao Maranhão para participar da reunião, disse que há uma consciência do Governo Federal de que o problema número um da agricultura brasileira é o escoamento dos grãos do Centro-Oeste para o Norte. “A superação do isolamento da Amazônia e do Centro-Norte do país permitirá a construção de um novo modelo de desenvolvimento nacional”, destacou o ministro, ao falar da importância do Corredor Centro-Norte.

 

O corredor Centro-Norte

A importância logística do Corredor Centro-Norte foi apresentada pelo diretor-gerente da Ferrovia Norte-Sul, Eduardo Junger.

O corredor objetiva ser um instrumento e atração de políticas públicas de desenvolvimento econômico para os estados do Maranhão, Pará, Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Piauí. A união dos governadores visa propor o apoio do governo federal para que sejam construídos ramais ferroviários.

A proposta inicial é de construir os ramais, interligando o município de Estreito/Balsas/Eliseu Martins a Miracema/Lucas do Rio Verde. Os governadores apontam a Ferrovia Norte-Sul como principal meio de escoamento da produção agrícola e industrial. “Nós estamos olhando o corredor crescendo 11% ao ano”, observou Eduardo. “O corredor não se limita à exportação de soja, mas também de milho, açúcar e álcool, entre outros produtos. Ele também é importante para desafogar os portos de Santos e Paranaguá”, completou.

O potencial do Porto do Itaqui também foi ressaltado pelo ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos da Presidência da República, Pedro Brito. Ele revelou que o Itaqui é um dos 15 portos mais importantes do Brasil, ocupando a sexta posição no ranking. O atual cenário do Itaqui foi apresentado durante a reunião pelo presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária, João Castelo. “O Porto do Itaqui não é importante apenas para o desenvolvimento do Estado, mas para o desenvolvimento do país”, destacou. O Porto do Itaqui é o mais próximo de diversos mercados internacionais, com capacidade de receber navios de grande porte, além de dispor de excelente infra-estrutura, daí sua importância para a exportação Brasileira.