16/07 - Árbitro que apitou BEC e Palmas suspenso por 30 dias.

RIO DE JANEIRO - A Série C do Campeonato Brasileiro está vivendo a sua primeira polêmica. Isso porque no jogo realizado no último domingo, dia 13 de julho, o árbitro da partida em que Bacabal Esporte Clube, do Maranhão, bateu o Palmas Futebol e Regatas, de Tocantins, por 3 a 1, José Paulo da Silva cometeu um erro quanto à aplicação da regra do futebol.

Em uma cobrança de pênalti a favor do Bacabal, convertida pelo jogador Tico Mineiro, um companheiro de equipe invadiu a área antes que o atacante executasse a cobrança. Ao invés de mandar repetir o pênalti, como manda a regra, o árbitro anulou a cobrança. Para piorar a sua situação, após o jogo, José Paulo da Silva deu entrevistas afirmando que a regra havia mudado e que ele estava correto em sua marcação. Porém, essa mudança nunca houve.

O Procurador-Geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, Dr. Paulo Schmitt, já requisitou o tape deste lance e enviará um ofício à Comissão Nacional de Arbitragem.

Com isso, o árbitro deve ser denunciado no artigo 259 (Deixar de observar as regras da modalidade) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), cuja pena é uma suspensão de 30 a 120 dias. Na reincidência, a suspensão vai de 120 a 240 dias.

Por outro lado, o Presidente da Comissão Nacional de Arbitragem, Dr. Sérgio Corrêa da Silva, em medida administrativa, já suspendeu o árbitro por 30 dias. Além dele, os assistentes Antonio Ferreira de Souza e Diego Farias Paiva e o quarto árbitro Jorge Luis Viana da Silva também estão suspensos pelo mesmo período.

Dr. Sérgio Corrêa, que já encaminhou um ofício às Federações informando a decisão e explicando as regras em relação a cobranças de pênaltis, explicou o motivo pelo qual suspendeu também os assistentes e o quarto árbitro.

"Eles poderiam ter interferido no lance. Deveriam ter avisado ao árbitro o equívoco cometido", disse ao site Justicadesportiva.

 

Polêmica

Em entrevista no mês passado à Rádio Mirante AM, o presidente da Comissão Nacional de Arbitragem, Sérgio Corrêa da Silva disse que a exemplo do que aconteceu no jogo entre BEC e Palmas, os árbitros em caso de invasão de área por um companheiro da mesma equipe (o que aconteceu), ele deveria marcar tiro livre indireto. Ouça a reportagem de Alex Lourenço, da Rádio Mirante AM.

Rodrigo Mendes, Justiça Desportiva