30/07 - Balanço indica fim da greve de funcionários da Infraero em 8 aeroportos

Funcionários da Infraero decidiram em assembléias realizadas na manhã desta quarta-feira suspender a greve da categoria em ao menos 8 dos 12 aeroportos afetados no país, de acordo com balanço parcial. Ainda não há confirmação sobre o fim das assembléias em todos os terminais atingidos pela paralisação, iniciada à 0h. O protesto não prejudica os passageiros.

De acordo com o Sina (Sindicato Nacional dos Aeroportuários), os funcionários decidiram voltar ao trabalho em Congonhas, Guarulhos, Viracopos e Campo de Marte (SP); Tom Jobim (RJ), Vitória (ES), Confins (MG) e Londrina (PR).

A expectativa é de que os demais terminais atingidos pelo movimento também encerrem o protesto --no total, a greve afetou 12 dos 67 aeroportos administrados pela estatal, segundo o sindicato.

Os aeroportuários são responsáveis por serviços como operação de equipamentos de raio-X nos aeroportos, pela fiscalização de bagagens no embarque e desembarque, pelo controle do movimento de aeronaves na pista e pela liberação e manobra de cargas. No país, são aproximadamente 11 mil funcionários, afirma o Sina.

Reivindicações

Os trabalhadores reivindicam, entre outras propostas, reajuste salarial de 6%, reajuste do vale alimentação e do bônus de Natal e a implementação de um plano de carreira, além da troca de toda diretoria da Infraero por funcionários de carreira.

Na terça (29), a Infraero apresentou nova proposta aos trabalhadores, o que levou a categoria a se reunir hoje para avaliar o movimento. O Sina (Sindicato Nacional dos Aeroportuários) informou que, entre as propostas apresentadas ontem pela Infraero, estão a de reajuste de 5,5% e elevação do tíquete-refeição de R$ 23,50 para R$ 24, além do pagamento da participação dos lucros e as chamadas promoções escalonadas --3,25% pagos em outubro e mais 3,25% em janeiro.

Atrasos

Não há registro de problemas para os passageiros, como conseqüência da paralisação dos aeroportuários. O próprio sindicato informou que os reflexos foram mínimos, e que a greve afetou, entre outros serviços, fiscalização de pátio e de manobras.

De acordo com balanço da Infraero, 66 dos 578 (11,4%) vôos programados para ocorrer no país da 0h às 10h sofreram atrasos superiores a 30 minutos.

No período, 25 vôos (4,3%) foram cancelados. Os motivos do cancelamento, no entanto, não foram confirmados. Podem ser reflexo de decisão da companhia aérea ou de condições do tempo.