22/09 - Assassinato de jovem em Imperatriz choca todo o Brasil.

MPERATRIZ - Familiares e amigos de Ivanildo Júnior realizaram esta manhã mais uma paseata para pedir que seja feita Justiça no assassinato do estudante de 19 anos, cujo corpo foi encontrado domingo (21), em cova rasa na região da Estrada do Arroz, na zona rural de Imperatriz.

A passeata aconteceu no bairro Bacuri com parada em frente ao quartel da PM onde os soldados Antonio Ribeiro Abreu e Smailly Carvalho estão presos preventivamente como suspeitos de participação no seqüestro e agora homicídio do estudante.

Após a localização o corpo foi levado ao Instituto Médico Legal(IML) e posteriormente liberado para os familiares. O corpo foi levado à casa de familiares em Davinópolis para breve velório e o enterro está previsto para o final da manhã desta segunda em um cemitério de Imperatriz.

O caso chocou a população de Davinópolis. A cidade parou nesta manhã em virtude do caso.

A Polícia vai voltar a interrogar os policiais Abreu e Smailly, mas não dá pistas de quando isso irá ocorrer e o local. Ao contrário das outras duas vezes esse interrogatório pode acontecer na delegacia.

Perícia
Segundo o perito Jorge Fernando, que fez parte da equipe que periciou o corpo, o jovem foi morto aproximadamente 1 hora após a abordagem dos policiais na blitz. Além de mãos e pés amarrados com uma corda, haviam sinais de tortura no cadáver.

Em entrevista a rádio Mirante AM, o Superintendente de Polícia do Interior, Joviano Furtado, disse que as investigações no caso Ivanildo prosseguem. “As investigações continuam, com o aparecimento do corpo já temos a prova material de que foi um homicídio. Um seqüestro seguido de morte”.

Segundo o Superintendente, a reconstituição do caso deverá ser realizada com urgência para a polícia obter respostas sobre o que aconteceu na noite do crime. “Com a reconstituição, tiraremos algumas divergências em relação aos fatos ocorridos e as versões contadas. Estou indo junto com alguns peritos para Imperatriz para acompanhar os trabalhos.”

Sobre os dois policiais presos por envolvimento no caso, Joviano afirmou que eles serão ouvidos novamente. “Eles serão reinquiridos porque quando eles foram ouvidos existia apenas um seqüestro ou desaparecimento, agora temos um homicídio”.

As armas dos policiais já estão em poder da polícia e agora serão periciadas. “As armas já foram apresentadas, mas agora estamos procurando o projétil, para sabermos se partiu de alguma das armas”.

Para o Superintendente, além do envolvimento dos policiais presos, não há dúvidas da participação de uma terceira pessoa no crime. “Com certeza uma terceira pessoa tem, até porque alguém dirigiu o carro da vítima quando os policiais já estavam presos”.

 

Imirante/Rádio Mirante AM