22/10 - Corpo de vereador baleado na Barra chega a cemitério

corpo do vereador Alberto Salles (PSC-RJ), morto com três tiros na cabeça na manhã de terça-feira (21) na Avenida Ayrton Senna, na Barra da Tijuca, Zona Oeste, já chegou ao Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, também Zona Oeste, onde será enterrado.

 

O seputalmento, incialmente previsto para as 11h, deve acontecer ainda nesta manhã.

 

Mais cedo, o corpo de Alberto foi velado no saguão da Câmara Municipal do Rio, no Centro da cidade. 

 

Vereador queria segurança

Há dois meses, quando ainda era candidato a vereador, Alberto Salles denunciou ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) que traficantes de uma Favela de Honório Gurgel, no subúrbio, exigiram um fuzil para que ele pudesse fazer campanha na região. Uma semana depois, um assessor dele foi baleado na Avenida Brasil, quando saía de um dos centros sociais mantidos pelo vereador. Depois disso, Alberto Salles teria procurado a Polícia Federal para pedir escolta. 

 

A Polícia Federal, no entanto, nega que tenha recebido qualquer pedido para dar segurança a Alberto Salles. Já o TRE-RJ informou que não recebeu nenhuma denúncia formal do vereador, mas soube que ele teria pedido segurança à Polícia Federal.  

 

Motorista teme represálias

José Natalino da Silva, motorista do vereador Alberto Salles, teme sofrer alguma ameaça. A informação é do delegado Carlos Augusto Nogueira, titular da 16ª DP (Barra), onde o motorista entrou e saiu encapuzado para prestar depoimento na terça-feira (21).

 

Ele permaneceu na delegacia das 16h às 18h30, após receber alta do Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, Zona Oeste. Segundo Nogueira, o motorista levou dois tiros de raspão e uma bala está alojada no ombro.

 

O motorista contou em depoimento que os disparos contra o veículo do vereador foram feitos somente de um carro branco e não de um carro e uma moto, como havia sido informado anteriormente pela polícia. Ainda segundo o depoimento, o carro de onde foram efetuados os disparos estava parado atrás do veículo do vereador.

 

De acordo com o delegado, a arma usada na execução era prateada e aparentemente duas pessoas estavam no veículo.

 

Polícia vai apurar se havia ameaças

O delegado informou que o próximo passo da investigação é levantar o histórico da vida do vereador, para saber se ele tinha inimigos, com quem se relacionava ou se estava endividado. Além disso, Nogueira afirmou que vai investigar se o vereador estava sendo ameaçado. 

 

José Natalino da Silva disse à polícia que Alberto permaneceu dentro do carro no momento do ataque e não esboçou reação. Segundo ele, o vereador era muito reservado e não falava sobre sua vida pessoal.