29/10 - Joaquim Laurixto é executado em São Luís


SÃO LUÍS - O empresário Joaquim Felipe de Sousa Neto, o Joaquim Laurixto, foi morto a tiros na manhã de hoje, na Avenida Lourenço da Silva, próximo ao terminal de Integração do São Cristovão. Segundo informações, quatro homens que estavam em um veículo Siena de cor preta atiraram contra a vítima que morreu na hora.

Joaquim Laurixto, foi condenado a reclusão por envolvimento na morte do delegado Stênio Mendonça. A participação de Laurixto teria sido caracterizada pelo pagamento de parte da empreitada, além de ter providenciado um dos pistoleiros envolvidos no crime, o Zé Júlio.

Joaquim Laurixto, havia sido condenado a 16 anos por homicídio qualificado, somados com três anos por formação de quadrilha e cumpria pena em regime semi-aberto.

A morte do delegado Stênio Mendonça, ocorrida em 25 de maio de 1997, na avenida Litorânea, já rendeu aos acusados nada menos de que 151,8 anos de reclusão.

O caso

Conforme a denúncia, Laurixto trouxe Zé Júlio de Imperatriz, em uma caminhonete preta. Após o crime, o pistoleiro teria devolvido a ele uma arma, que foi enrolada em uma flanela e guardada no porta-luvas do carro.

A empreitada teria sido planejada por Joaquim Laurixto junto com José Gerardo de Abreu, José Humberto Gomes Fabrício, o Bel, Luís Moura e sua esposa, Ilce Gabina, durante reuniões no sítio do casal Moura, próximo ao Araçagy. Todos teriam motivos particulares para ter raiva do delegado, que atuava no combate ao crime organizado e já havia investigado cada um dos acusados.

A investigação a Laurixto teria começado a partir da descoberta da carreta da Nortesul, como ficou conhecida, em uma garagem de sua propriedade, no Jardim São Cristóvão. A casa que havia no local estava cedida ao então deputado estadual Francisco Caíca Uchôa Marinho. O terreno e a garagem pertenciam a Laurixto e ao então deputado estadual José Gerardo. A carreta, que trazia de São Paulo um carregamento de fogões e ventiladores que seriam entregues na loja Nortesul, em São Luís, foi roubada na estrada próxima a Buriticupu.

Mais tarde, através de investigações procedidas por Stênio Mendonça, foi descoberto que o veículo pertencia a Bel. Além disso, ele havia forjado o roubo, vendeu a carga e tratou de esconder a carreta, que pretendia desmontar caso fosse necessário. Quando Stênio Mendonça descobriu a trama, começou a prejudicar o “bom andamento” do crime organizado no Maranhão, que era chefiado por José Gerardo de Abreu.

De acordo com investigações da polícia, a prática feita por Bel era comum na época e os chefes do crime organizado em outros estados, que se relacionavam com o deputado, exigiram que o delegado, que estava começando a descobrir “coisas demais”, fosse eliminado. A reunião para tratar do fato teria acontecido em São Paulo, entre José Gerardo e o empresário paulista Willian Sozza.

A maior parte do grupo envolvido na morte de Stênio Mendonça já foi julgada e condenada, restando ainda Ismael Costa e Silva, Zé Júlio e Máximo Moura. Com informações do jornal O Estado.

Imirante e Rádio Mirante AM