25/08 - Acidentes elétricos já mataram oito pessoas este ano no MA.

SÃO LUÍS - Oito pessoas já morreram eletrocutadas este ano em todo o Maranhão. Os dados são da Companhia Energética do Maranhão (Cemar). Segundo a companhia, o número é elevado, pois já chegou à metade dos casos registrados em todo o ano de 2008, quando 16 pessoas morreram vítimas deste tipo de acidente. A maioria dos casos ocorre enquanto as vítimas fazem ligações clandestinas (gambiarras) na rede elétrica.

O aumento do número de clientes da Cemar no período 2008-2009 é apontado como fator que levou ao crescimento dos casos de acidentes registrados em todo o Maranhão. A companhia ganhou 100 mil novos clientes. Até julho deste ano, 12 casos de incidentes já foram registrados, oito deles com vítimas fatais. No ano passado, foram 21 - dos quais 16 levaram a óbito.

Luiz Carlos Cardoso, gerente de comunicação da Cemar, alegou que o crescimento vegetativo por que São Luís tem passado e seu crescimento desordenado, com pessoas ocupando irregularmente os terrenos da cidade, contribuem para que os casos de eletrocussão mereçam atenção. "Em áreas ocupadas irregularmente, é mais comum vermos intervenções clandestinas na rede elétrica", disse.

No fim de semana passado, o Instituto Médico Legal (IML) registrou um caso de morte por eletrocussão. Francisco Soares Lago teria morrido enquanto fazia uma ligação clandestina em uma casa na praia de Panaquatira. A Cemar esclareceu que este caso não foi em função da realização de gambiarra, mas em virtude da erosão sofrida na área, que teria danificado a rede local, levando ao acidente. A gambiarra está entre as maiores causas de incidentes.

Em diversas áreas de São Luís, sobretudo em invasões, é possível encontrar gambiarras em casas, como na Vila Maruim, comunidade próxima ao bairro Ilhinha. Os moradores do local alegam que não têm outra opção. Eles disseram que uma equipe da Cemar esteve no local, há seis meses, cadastrando moradores, para em seguida regularizar a rede elétrica, mas até agora a situação continua a mesma.

Luiz Carlos Cardoso informou que muitas áreas ocupadas de forma inadequada e que apresentam rede elétrica irregular permanecem assim, apesar da ciência do problema, pela companhia, em razão de ações judiciais de reintegração de posse. Luiz Cardoso declarou que as sanções previstas de são de multa até pena de 4 a 8 anos de reclusão.