22/03 - Empresário de SP compra Pagani Zonda F de R$ 4 milhões.

Quase dois anos depois de chegar ao Brasil, a primeira unidade do carro superesportivo Pagani Zonda F, com o preço sugerido de R$ 4 milhões, encontrou um comprador. Um empresário de São Paulo, que não quer ser identificado, comprou da importadora Platinuss, representante da marca no país, o veículo que será emplacado somente em abril.
Produzido na Itália, o Pagani Zonda F é fruto de uma linha exclusiva de veículos superluxuosos que produz no máximo 25 unidades por ano. O Pagani Zonda F foi apresentado pela primeira vez no Salão do Automóvel de Genebra de 2006. A carroceria do carro é de fibra de carbono e pode ser aberta pelo motorista para se ter acesso ao motor, tanque de combustível e até espaço para bagagens nas laterais do carro.

Segundo Horacio Pagani, fabricante do superesportivo, o carro foi inspirado no ex-campeão de Fórmula 1 Juan Manuel Fangio, que inclusive apresentou o empresário a representantes da Mercedes-Benz, que passaram a fornecer o motor AMG V12 com 48 válvulas, 7.291 cilindradas e 659 cavalos de potência.

Quando estava ainda em fase de projeto, a idéia era batizar o carro como Fangio F1, em homenagem ao piloto argentino. “Mas como Fangio morreu antes do primeiro carro ficar pronto (o cinco vezes campeão mundial morreu em julho de 1995), preferi preservar sua memória e deixar apenas a inicial F no veículo”, explica Pagani.

Segundo o fabricante, o carro faz de 0 a 100 km/h em 3,5 segundos e atinge a velocidade máxima de 345 km/h. O motor é amigável com a gasolina brasileira, de acordo com o fabricante. O carro é ainda equipado com câmbio mecânico de seis marchas, rodas de ligas de alumínio e magnésio, sendo as dianteiras com 19 polegadas e as traseiras com 20 polegadas, e pneus Michelin esportivos. E o modelo vendido no Brasil tem em seu interior detalhes no painel em padrão madeira e os assentos são de couro de avestruz.

“Quem tem dinheiro para comprar este carro na Europa são pessoas com média de idade de 50 anos”, explica o empresário argentino Horacio Pagani, fabricante do superesportivo. “Por isso procuramos fazer um carro com aparência esportiva e ao mesmo tempo muito conforto. O cliente deste carro quer ter um produto que ninguém no mundo tem.”