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Expectativa por vacina para COVID-19 injeta bom humor nos negócios globais

As notícias de que a empresa americana Novavax irá começar a testar a sua vacina experimental contra a Covid-19 em humanos impulsiona os mercados acionários globais na manhã desta terça-feira. A empresa se junta a uma dezena de outras iniciativas que avançam de forma positiva e trazem esperanças renovadas ao mercado para um fim da pandemia causada pelo vírus.

No Brasil, os investidores devem refletir sobre os últimos balanços corporativos divulgados e os números do IPCA-15 de maio. Ainda no cenário corporativo, o mercado reage mal ao pedido de recuperação judicial da Latam - vítima do caos gerado pela pandemia do coronavírus no setor aéreo.

Alívio generalizado

Em dia de feriado nos Estados Unidos - com os negócios fechados em Wall Street -, o Ibovespa teve um dia quase que totalmente focado em questões domésticas. O resultado foi um dia de alívio geral e descompressão, com o principal índice da bolsa avançando mais de 4,25%, aos 85.663,48 pontos. O dólar seguiu a mesma tendência e caiu abaixo dos R$ 5,50, após recuo de 2,18%, a R$ 5,4579.

Em primeiro plano está a reação do mercado ao vídeo da reunião ministeral do dia 22 de abril. O material foi muito bem recebido pelos investidores, que não identificaram nenhum risco iminente ao presidente Jair Bolsonaro.

O mercado esperava que o vídeo trouxesse informações que pudesse deteriorar ainda mais a relação do governo com o Congresso ou até mesmo a abertura de um processo de impeachment. Com o vídeo liberado, a leitura foi de que o material não foi tão bombástico quanto o previsto, não causando grandes ruídos políticos.

O vídeo, somado ao aparente alinhamento entre Bolsonaro, Congresso e governados, abrem espaço para a pacificação em Brasília, com um menor risco político.

Em Brasília, segue também a aproximação do governo com o Centrão, em uma tentativa de criar uma base sólida de apoio na Câmara.

Pairando no ar

Uma leitura mais positiva do cenário não significa que a crise em Brasília é coisa do passado.

Diversas questões delicadas ainda rondam o presidente, como o novo depoimento de Paulo Marinho - testemunha-chave no inquérito que apura o vazamento de informações da operação Furna da Onça - e no próprio inquérito que apura as supostas interferências do presidente na Polícia Federal.

Na noite de ontem, o presidente divulgou uma nota onde afirma não ter interferido na PF e disse esperar responsabilidade e serenidade no trato do assunto. Bolsonaro ainda afirmou que tem um compromisso e respeito com a Democracia e membros dos Poderes Legislativo e Judiciário.
 

Pegou mal

O Brasil ultrapassou a marca de 23 mil mortos pelo coronavírus, enquanto mais de 374 mil pessoas já foram infectadas.

A atuação do governo brasileiro tem sido amplamente criticada no exterior, com a imprensa dos Estados Unidos e diversos países europeus têm destacado o potencial destrutivo da Covid-19 no país. O Financial Times chegou a afimar que 'Bolsonaro está levando o Brasil ao desastre'.

Tendo em vista a situação sanitária do país, a Casa Branca decidiu antecipar para esta quarta-feira a proibição de entrada de brasileiros e estrangeiros que estiveram no Brasil nos últimos dias. A restrição é válida por tempo indeterminado.

E a Selic?

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, confirmou em uma reunião com representantes de cooperativas que a entidade deve realizar o último corte de juros na reunião de junho. Hoje, a taxa é de 3% ao ano.

A tesourada não deve ser maior que 0,75 ponto percentual, como já havia antecipado a comunicação do BC na última reunião. Os investidores voltaram a precificar a queda de 0,75 ponto nos juros futuros.

 

Boas notícias

O dia começa com os investidores com expectativas renovadas com a possibilidade de uma vacina contra a covid-19. A empresa americana de biotecnologia Novavax informou que irá começar o estudo em humanos de sua vacina experimental e os primeiros resultados estão previstos para julho, se juntando a outra dezena de projetos que avançam pelo mundo e trazem esperanças ao mercado. Já são mais de 5,4 milhões de infectados e 344 mil mortos em todo o mundo.

A notícia impulsiona os mercados globais. Na Ásia, as bolsas ganharam força após a divulgação. Além disso, no Japão, o governo decretou o fim do estado de emergência. As boas notícias amenizam a tensão que tomou conta do mercado após a China ameaçar impor uma nova lei de segurança nacional a Hong Kong, na semana passada.

Na Europa, a tendência por risco também aumentou, pautada nas esperanças de uma nova vacina, enquanto os investidores monitoram uma nova crise política envolvendo um dos principais conselheiros de Boris Johnson, no Reino Unido.

Depois da pausa para o feriado, os índices futuros em Nova York apresentam alta firme de quase 2% nesta manhã.

Com o ambiente amplamente positivo, o principal fundo de índice (ETF) brasileiro negociado em Nova York, o EWZ subia mais de 7% no pré-mercado.

Agenda

Uma 'prévia' da inflação, o IPCA-15 de maio é divulgado às 9 horas.

O Banco Central divulga às 9h30 o saldo da conta-corrente de abril e o número de Investimento Direto no País.

Nos Estados Unidos, o dia reserva os números do índice de atividade nacional de abril, confiança do consumidor de maio e a venda de novas moradias também em abril.

Balanços

Hoje, o Iguatemi divulga os seus números após o fechamento.

Confira os últimos resultados divulgados:

  • Magazine Luiza teve um lucro líquido de R$ 30,8 milhões, uma queda de 76,7% no primeiro trimestre. O Ebitda foi de R$ 132,1 milhões, queda de 15,9%.
  • Marcopolo teve queda de 60% no lucro do primeiro trimestre, indo a R$ 10,7 milhões. A receita teve crescimento de 2,3%, a R$ 919 milhões.

Crise no ar

Vítima da pandemia de coronavírus, a Latam anunciou o seu pedido de recuperação judicial. O grupo e suas afiliadas no Chile, no Peru, na Colômbia, no Equador e nos Estados Unidos entraram com pedido (Chapter 11) nos EUA nesta terça-feira (26).

Após a notícia, os ADTS da companhia derretem mais de 40% no pré-mercado americano. A companhia é a segunda aérea a entrar com o pedido de recuperação judicial nos últimos tempos - a primeira delas foi a Avianca Holdings.

Fique de olho

  • Magazine Luiza cancelou a distribuição de dividendos adicionais, no valor de R$ 290,914 milhões, para preservar caixa "em momento de incerteza".
  • Vale negocia venda de parte da Vale Nova Caledônia para a australiana New Century Resources.
  • Assembleia da Via Varejo, marcada para ontem não foi instalada por falta de quórum.
  • Banestes suspendeu o guidance para 2020.

 

Fonte: https://www.seudinheiro.com/2020/bolsa-dolar/pre-mercado-26-05/

EUA retiram Brasil da lista de países em desenvolvimento; medida pode restringir benefícios comerciais

Além do Brasil, EUA alterou status da África do Sul, Índia e Colômbia.

O Departamento de Comércio dos Estados Unidos (EUA) publicou uma nota nesta segunda-feira (10) informando que retirou o Brasil da lista de países em desenvolvimento, o que pode restringir benefícios comerciais concedidos às nações que estão nessa categoria.

Além do Brasil, mais 18 países como África do Sul, Índia e Colômbia também foram tirados dessa lista. Com isso, o tratamento preferencial dados a esses países nas negociações pode diminuir. Esses benefícios são, por exemplo, prazos mais longos para negociar, vantagens tarifárias e de acesso a mercados.

A medida também diminuirá as barreiras para que o presidente dos EUA, Donald Trump, investigue, por exemplo, casos de exportações subsidiadas em outros países.

 

 

 

Em nota, o governo dos EUA afirma que a decisão leva em conta "fatores econômicos, comerciais e outros, como o nível de desenvolvimento de um país e a participação de um país no comércio mundial." Além disso, o departamento de Comércio ressaltou que a decisão foi motivada por pedidos de adesão à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Em março de 2019, o presidente Jair Bolsonaro viajou a Washington para pedir a Donald Trump apoio à entrada do Brasil na OCDE. Em troca, o presidente dos EUA disse que o país teria que "abrir mão" do tratamento preferencial na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Ainda na nota oficial, o governo dos EUA destacou que não considerou indicadores de desenvolvimento social, como taxas de mortalidade infantil, analfabetismo e expectativa de vida ao nascer nascimento, como base para mudar o status dos países.

 

 

FONTE: https://g1.globo.com/economia/noticia/2020/02/10/eua-tiram-brasil-da-lista-de-paises-em-desenvolvimento-pais-pode-perder-tratamento-preferencial-em-negociacoes.ghtml

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