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Governo decreta calamidade pública devido a casos de H1N1, Covid-19 e por causa das chuvas

O estado monitora 205 casos de coronavírus, 22 casos de H1N1 e tem mais de 3,1 mil desabrigados pelas chuvas em 29 cidades. Decreto vale a partir desta quinta-feira (19).

 

O governo do Maranhão decretou nesta quinta-feira (19) situação de calamidade pública por conta da pandemia do novo coronavírus (COVID-19), pelo aumento no número de infecções pelo vírus H1N1 e pelas chuvas intensas que atingem milhares de famílias em todo o estado.

Mais de 3,1 mil pessoas estão desabrigadas ou desalojadas por conta das cheias dos rios e pelo nível elevado de chuvas registrados no estado. Até o momento, o estado não possui casos suspeitos do novo coronavírus, mas monitora 205 pacientes em 18 municípios. Já em relação ao vírus H1N1, o Maranhão possui 22 casos confirmados.

Com o decreto, podem ser requisitados bens e serviços voltados ao amparo e a assistência à população atingida no estado. Por conta da situação alarmante o governo suspendeu as férias de profissionais da saúde e de membros do Corpo de Bombeiros do Maranhão (CBMMA).

 

Coronavírus

 

Maranhão não possui nenhum caso confirmado da Covid-19, mas segundo o último balanço divulgado nesta quinta-feira (19) pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), 205 pacientes estão sendo monitorados por suspeita da doença.

Em decreto publicado na segunda-feira (16), o governo suspendeu as férias dos servidores da saúde e as aulas por 15 dias na Universidade Estadual do Maranhão (Uema), Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UemaSul), no Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA) e em escolas da rede estadual de ensino e privadas.

 

Para tentar conter possíveis novos casos da doença do estado, o transporte interestadual rodoviário também ficará suspenso por 15 dias. A medida começa a valer a partir das 9h de sábado (21). Além disso, também foi suspensa a realização grandes eventos com aglomeração de público em todo o estado.

H1N1

 

A secretaria afirma que foram notificados 10 mortes, sendo dois casos descartados após análises das amostras feitas pelo Instituto Evandro Chagas, no Pará. O órgão é vinculado à Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde (MS). Outros sete casos seguem sob investigação.

Por conta da situação, a campanha de vacinação contra a Influenza foi antecipada no estado. As doses estarão disponíveis em postos de saúde a partir da segunda-feira (23). Em São Luís, a prefeitura divulgou a lista de postos de saúde com as vacinas disponíveis.

Chuvas no Maranhão

 

Segundo o Corpo de Bombeiros do Maranhão (CBMMA), 29 cidades já registraram prejuízos pelas chuvas em todo o estado. Os municípios de Aldeias Altas e Arame já declararam situação de emergência. Veja abaixo a lista de municípios afetados.

 

 

  • Açailândia
  • Alto Alegre do Maranhão
  • Arari
  • Amarante do Maranhão
  • Arame
  • Aldeias Altas
  • Bacabal
  • Brejo
  • Cantanhede
  • Carutapera
  • Cidelândia
  • Codó
  • Conceição do Lago-Açu
  • Davinópolis
  • Dom Pedro
  • Duque Bacelar
  • Grajaú
  • Imperatriz
  • Itapecuru-Mirim
  • Pedreiras
  • Pirapemas
  • São João dos Basílios
  • São José de Ribamar
  • São Luís
  • Santa Helena
  • Trizidela do Vale
  • Timon
  • Vitória do Mearim

 

Um dos municípios mais afetados pelas chuvas no estado foi Imperatriz, localizado a 626 km de São Luís. Durante o último fim de semana, foram registrados mais de 300 milímetros de chuvas que resultou em alagamentos em praticamente todas as áreas da cidade.

O rio Mearim que passa entre as cidades de Pedreiras e Trizidela do Vale também transbordou durante o fim de semana, e desabrigou cerca de 150 famílias. Por conta do alto nível da água, algumas casas desapareceram e as ruas se tornaram uma extensão do rio. A situação no local é crítica e os desalojados foram abrigados em ginásios e escolas.

 

 

 

 

 

FONTE: https://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2020/03/19/governo-decreta-calamidade-publica-devido-a-casos-de-h1n1-covid-19-e-por-causa-das-chuvas.ghtml

Bolsonaro dá exemplo duplo de irresponsabilidade

Presidente descumpre protocolo médico em apoio a manifestações que afrontam a Constituição

 

Talvez o maior modelo político, ideológico e comportamental de Jair Bolsonaro, Donald Trump não parecia levar muito a sério o coronavírus até que, na quarta-feira, anunciou o fechamento do país a voos que partem da Europa. Como é do feitio dos políticos radicais, tentou usar politicamente a medida: estabeleceu uma exceção para a Grã-Bretanha do aliado Boris Johnson, como se ingleses, escoceses etc. não tivessem o mesmo poder de disseminar o vírus. Na sexta, foi obrigado a decretar “emergência nacional” e tomar uma série de medidas importantes.

O presidente brasileiro, nacional-populista de raiz, no figurino de Trump, deve ter tido vontade de chamar o patógeno da pandemia de “vírus estrangeiro”, imitando o presidente americano. Mas não há informação de que tenha criado empecilho a qualquer das decisões adequadas que vêm sendo tomadas pelo seu ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e por outras áreas do governo.

Os erros de Bolsonaro, reforçados ontem, são de outra ordem, tão ou mais graves: demonstrações de irresponsabilidade política e pessoal. O presidente entrou em terreno institucionalmente perigoso, na última semana de fevereiro, ao fim do carnaval, quando ajudou a divulgar por sua conta de WhatsApp a convocação de manifestações contra o Congresso e o Supremo realizadas ontem em algumas cidades. De sentido golpista. Inconstitucionais, ilegais.

Inspirado numa reação dura do ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, contra o Congresso, registrada sem seu consentimento, o movimento, por absurdo, passou a ter o apoio do presidente da República, referendando assim um ataque às instituições. Diante das reações negativas à sua atitude, Bolsonaro ensaiou um dúbio recuo. E ontem tirou qualquer dúvida, se havia, sobre sua verdadeira posição em favor de um ato político intoxicado de ilegalidades. Tornou-se cúmplice.

O presidente deixou de ficar muito perto da claque que o acompanha em frente ao Alvorada. Não deveria permitir sequer esta aglomeração, se obedecesse às instruções do próprio Ministério da Saúde. Mas ontem aproximou-se de manifestantes na calçada do Planalto e ainda tocou na mão de alguns. Com este gesto conseguiu ser duplamente irresponsável: deu mau exemplo à população, que vem sendo instruída a evitar esses contatos, e atacou a democracia.

O tamanho da falta de sensatez de Bolsonaro, no plano pessoal, pode ser medido pelo fato de que, também no domingo, foi informada mais uma contaminação pelo coronavírus na comitiva que viajou com ele aos Estados Unidos. Seu primeiro teste foi negativo. Serão feitos outros. Por óbvio, deveria se precaver.

Quanto ao aspecto político, deverá haver desdobramentos, com a finalidade de que o Planalto respeite os limites que a Carta estabelece ao Executivo.

 

 

 

 

FONTE: https://mail.google.com/mail/u/0/?tab=rm&ogbl#sent/KtbxLvHgPhMkbXjwZbtwndXFCwHslVGdRL

 

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