Sem ajustes na Previdência, situação dos estados é 'dramática', diz governador do PT.

Enquanto parlamentares do PT, entre eles a deputada federal e presidente do partido, Gleisi Hoffmann, refutam a urgência de reformar a Previdência, governadores petistas tentam negociar em Brasília uma proposta que resolva o rombo bilionário nas contas dos estados. À frente da articulação, o governador do Piauí, Wellington Dias, tem ido quase toda a semana a Brasília para encontros com outros governadores, à equipe econômica do governo de Jair Bolsonaro (PSL) e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do Senado, David Alcolumbre (DEM-AP). Em entrevista à BBC News Brasil no intervalo entre uma reunião e outra, Dias reconhece que, sem medidas para solucionar o déficit na Previdência, a situação do país e dos estados é "dramática". A posição contrasta com o discurso de Gleisi, que diz que a reforma tributária deveria vir antes e orienta o partido a rejeitar a "integralidade" da proposta de Bolsonaro. "Na alegria ou na dor, vamos ter que adotar medidas (para equilibrar a Previdência). Nós já temos hoje algo como 12 estados em situação de desequilíbrio. Estou falando em não poder sustentar seu sistema de saúde, não poder viabilizar seu sistema de segurança", disse Dias à reportagem. Os rombos dos estados com aposentadoria de seus servidores somaram R$ 77,8 bilhões em 2017, segundo levantamento que acaba de ser divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). A estimativa é que já tenha subido para cerca de R$ 86 bilhões ao ano, nota o petista. No Piauí, o déficit está na casa de R$ 1 bilhão, o que equivale a 9% da receita líquida do estado e quase o dobro do orçamento previsto para a Polícia Militar (R$ 568 milhões em 2019). Por isso, ao tomar posse para seu quarto mandato de governador, o petista afirmou que "o equilíbrio financeiro e da Previdência são os maiores desafios" da sua gestão. Hoje, parece difícil de acreditar, mas Dias afirma que alguns parlamentares do seu partido e de outras siglas de esquerda, como PCdoB, PDT e PSB, poderiam votar a favor de mudanças na Previdência se a proposta do governo passar por ajustes e vier atrelada a outras medidas de socorro aos estados. FONTE:http://://economia.uol.com.br/noticias/bbc/2019/04/29/sem-ajustes-na-previdencia-situacao-dos-estados-e-dramatica-diz-governador-do-pt.htm Enquanto parlamentares do PT, entre eles a deputada federal e presidente do partido, Gleisi Hoffmann, refutam a urgência de reformar a Previdência, governadores petistas tentam negociar em Brasília uma proposta que resolva o rombo bilionário nas contas dos estados. À frente da articulação, o governador do Piauí, Wellington Dias, tem ido quase toda a semana a Brasília para encontros com outros governadores, à equipe econômica do governo de Jair Bolsonaro (PSL) e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do Senado, David Alcolumbre (DEM-AP). Em entrevista à BBC News Brasil no intervalo entre uma reunião e outra, Dias reconhece que, sem medidas para solucionar o déficit na Previdência, a situação do país e dos estados é "dramática". A posição contrasta com o discurso de Gleisi, que diz que a reforma tributária deveria vir antes e orienta o partido a rejeitar a "integralidade" da proposta de Bolsonaro. "Na alegria ou na dor, vamos ter que adotar medidas (para equilibrar a Previdência). Nós já temos hoje algo como 12 estados em situação de desequilíbrio. Estou falando em não poder sustentar seu sistema de saúde, não poder viabilizar seu sistema de segurança", disse Dias à reportagem. Os rombos dos estados com aposentadoria de seus servidores somaram R$ 77,8 bilhões em 2017, segundo levantamento que acaba de ser divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). A estimativa é que já tenha subido para cerca de R$ 86 bilhões ao ano, nota o petista. No Piauí, o déficit está na casa de R$ 1 bilhão, o que equivale a 9% da receita líquida do estado e quase o dobro do orçamento previsto para a Polícia Militar (R$ 568 milhões em 2019). Por isso, ao tomar posse para seu quarto mandato de governador, o petista afirmou que "o equilíbrio financeiro e da Previdência são os maiores desafios" da sua gestão. Hoje, parece difícil de acreditar, mas Dias afirma que alguns parlamentares do seu partido e de outras siglas de esquerda, como PCdoB, PDT e PSB, poderiam votar a favor de mudanças na Previdência se a proposta do governo passar por ajustes e vier atrelada a outras medidas de socorro aos estados. FONTE:http://://economia.uol.com.br/noticias/bbc/2019/04/29/sem-ajustes-na-previdencia-situacao-dos-estados-e-dramatica-diz-governador-do-pt.htm