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Quinta, 28 Janeiro 2021 22:25

A formação profissional e os desafios do mercado de trabalho em tempos de pandemia

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A formação profissional e os desafios do mercado de trabalho em tempos de pandemia

 

Por: Antonio Jakson da Silva (Prof. Universitário) – Jan. 2021

 

A formação profissional continua como um diferencial competitivo no mercado, em seus níveis técnico ou superior, e ainda como em arranjos por formação na experiência ao longo do tempo praticada com habilidade em dada atividade. Trata-se de uma premissa na conquista de espaços em face das demandas do mercado de trabalho na atualidade.

Todavia, uma vez que o indivíduo com uma formação tem, nesse aspecto, maiores chances de empregabilidade. Sobretudo, quando essa formação tem suas bases na ciência e instituições que a pratica, melhor ainda. É o que tem mostrado o tempo e a história em todas as sociedades, sem exceção, que vivenciam dignidade e são classificadas como desenvolvidas.

Para tanto, em tempos de pandemia são muitos os desafios a que não se estava acostumado a perceber em outro cenário. Como do domínio no manuseio da tecnologia de informação e comunicação. Algo como um imperativo em um mundo com mercado globalizado.

Alinhar a formação profissional às novas situações do contexto de pandemia tem exigido muito mais, tanto dos candidatos como dos formadores, sejam pessoas ou instituições. Logo, trata-se de um cenário que além do imperativo da adoção de tecnologia informacional, requer conciliar a formação com a diminuição de renda disponível para estas apostas.

A título de exemplo, na segunda quinzena do primeiro mês do ano de 2021, o site brasileiro G1.com publicou um estudo que conforme pesquisa nacional mostra que quase 70% das pessoas que receberam auxílio emergencial não conseguiram alocação trabalhista ou uma fonte de renda no término do auxilio do Estado brasileiro. O que denota entender que as reservas financeiras para formação profissional ficam comprometidas quando as necessidades básicas, como alimentação, podem ser afetadas diretamente nesse contexto.

Os dados fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), evidenciam a triste marca histórica na balança de emprego no país em que contabiliza nesse janeiro de 2021 o número triste de mais de 14 milhões de pessoas desempregadas. Ao passo que é evidente em meio a isso para aqueles com formação superior, sobretudo, esse quantitativo em cair em todos os cenários.

No entanto, alguns nortes podem ser vistos como potencializadores de soluções. Como mostra a legislação educacional apoiada na principal lei da educação no Brasil e vigente desde 1996, a Lei de Diretrizes da Educação Nacional (LDBN), em que versa da abertura e adaptação das organizações promotoras de formação e salienta da necessidade sempre de alinhar o acesso educacional ao mercado de trabalho.

Importante notar das mudanças trabalhistas em termos de legislação que se adequa a esse novo tempo em aceitar e regularizar trabalhos como home office, intermitentes, entre outros. É cada vez mais improvável, nesse víeis, garantir o que foi promulgado na Constituição de 1988, quando ressalta sobre a estabilidade decenal, aquela atingida após dez anos de trabalho em uma mesma empresa, corroborada na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), com vista tantas e complexas mudanças a que se tem vivenciado.

Para tanto, outros desafios perfazem essa conjuntura que partem da necessidade do trabalhador compreender além da crescente inserção de processos digitais nas atividades. Assim, fazer um curso profissionalizante ou superior é uma percepção que vai ao encontro da possibilidade mais assertiva de compreensão da realidade, na perspectiva de alargar a visão de mundo em conformidade com a ciência em meio ao acesso desordenado de muitas informações a todo tempo a que os indivíduos são levados a ter. A tutoria, sistematização e metodologia utilizada pelo campo educacional profissional em seus cursos, ainda mostra ser uma das mais eficientes maneiras de formar os indivíduos em profissionais capazes, produtivos e reflexivos quanto ao que fazem.

Portanto, com vista à crise ocasionada pela pandemia, o novo profissional deve encontrar caminhos alternativos para se inserir e se manter competitivo no também novo mercado de trabalho que se ensaia e se apresenta. Como por meio do desenvolvimento de suas habilidades e características pessoais às necessidades desse espaço. Denominada de soft skills, alguns desses aspectos mais desejados pelos recrutadores, constam desde a iniciativa e flexibilidade cognitiva, eficiência e gestão do tempo durante as atividades, capacidade de se comunicar de maneira clara e objetiva, criatividade, resiliência e adaptabilidade, capacidade de análise e de julgamento nas tomadas de decisão, pensamento crítico e inteligência emocional. Sem perder de vista a abertura para a formação continuada.

Bem como da parte das empresas, em contrapartida, também precisarão se modernizar para manterem-se atuante no mercado, como também para escolherem, de forma adequada, seus colaboradores rumo à busca de situações econômicas em condições mais equilibradas.

A partir desse intento mais geral, propõe-se contextualizar a relação desses termos numa perspectiva utilizada por Maquiavel (1469-1527) em O Príncipe publicado em 1532 (2008), expondo como a história viva é capaz de produzir além de memórias exemplares, de construir a partir do ímpeto intelectual do autor com ativismo político, que de todo, não perde e nem é alheio às ideias iniciais impressas por Aristóteles (384-322 a. C) e tantos outros filósofos. De que se encontra em cada um a garantia da construção do seu próprio destino.

Não obstante, o espaço universitário é lugar de ensino, pesquisa e extensão, sendo a pesquisa um processo de construção do conhecimento que tem por objetivo gerar novos conhecimentos ou refutá-los, constituindo-se num processo de aprendizagem tanto do indivíduo que a realiza, quanto da sociedade, na qual esta se desenvolve (RICHARDSON, 2010).

Portanto, ser mais perspicaz e menos “Maria vai com as outras” na vida a partir de saberes especiais, escolhidos a reprodução, é um imperativo e muito mais que isso uma oportunidade de construção do conhecimento de forma científica, lógica e racional para uma vida e uma sociedade melhor.

  

REFERÊNCIAS

 

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal: Centro Gráfico, 1988.

BRASIL. LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei no 9.394/96 de 20 de dezembro de 1996. Brasília – DF, 1996.

 

MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe. 3ª ed. Martins Fontes: São Paulo, 2008.

 

Mais de 9,8 milhões de trabalhadores tiveram jornada reduzida ou contrato suspenso em 2020. Seção Economia, 2020. Disponível em: https://g1.globo.com/economia/noticia/2021/01/28/mais-de-98-milhoes-de-trabalhadores-tiveram-jornada-reduzida-ou-contrato-suspenso-em-2020.ghtml. Acesso em: 27 jan. 2021.

 

RICHARDSON, R. J. Pesquisa social: métodos e técnicas. 3 ed. São Paulo: Atlas, 2010.

 

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Antonio Jakson da Silva

Antonio Jakson da Silva, Capinzalense, Doutor em Ciências da Educação, professor universitário. Contatos para críticas e opiniões: (99) 984263816 – WhatsApp, Instagram prof_jakson e e-mail: dr.jakson123@gmail.com - Bacabal – MA. 2020.

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