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Domingo, 05 Abril 2020 16:15

A BASE E A ESSÊNCIA

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Parece até redundante e bem chavão o tema acima, mas só parece. O achismo diante dos fatos é um minuto de besteira que costumeiramente os desavisados e leigos usam com maior frequência.  Seu fundamento é necessário, antes é muito válido o acesso a esse conhecimento, sua compreensão, quiçá, sua construção na vida de cada um e na coletividade da comunidade local e mesmo da sociedade mais ampla na riqueza das diferenças de cada um.

É obvio que retrato nesse espaço o fator educacional escolar e/ou familiar alinhado a afetividade junta àqueles que são parte do fluxo contínuo da vida. Falo das pessoas ou indivíduos que nos cercam como família, vizinhos, amigos e passantes e/ou contatos a que temos. Chamo de pessoas e/ou somente indivíduos pela semântica do primeiro termo calhar melhor aos nossos ouvidos e corações humanísticos, ainda em alguns.

Fico muito inclinado a pensar cada vez mais e aceitar piamente que as bases para uma sociedade mais digna, senão melhor, têm na educação recebida e desenvolvida com as crianças desde tenra idade. Num momento que cultivo e cativo a 21 anos junto às minhas amáveis sobrinhas (Ju, Manu, Izá e Clara), bons hábitos que desejamos perpetuar, lembro que nesse tempo partilhamos uma caixa de bombom sempre com o jargão de “essa caixa não vai fugir daqui, logo é apenas um aperitivo e não almoço”. Nisso, escolhemos e damos uns aos outros as unidades que consideramos as mais apreciáveis por cada um. É lindo esse instante! Pois tem o recheio da emoção da vida, nossa e das pessoas que tanto amamos e que nem aqui estão mais fisicamente. Mesmo sendo toda vez a mesma metódica ritualística, o instante exposto tem seu ineditismo próprio e é sempre e mais tão logo desejável para uma próxima vez. Só o amor explica!!!

Seguimos, pois, nesse encontro comunal em tentar sempre fazê-lo uma contribuição singela e verdadeira de vida, mais uma parcela, degrau a servir para a reflexão e sustentáculo do destino a participar e construir. Fazemos um momento de passeio, recheado de registros fotográficos, às vezes, e de valorização do belo visto sob o prisma do simples, bem como do valor natural, na natureza sobremaneira. Seja no céu azul do fim de tarde, de estrelas a brilhar no noitecer, do vento em seu silêncio ou no seu jeito de nos tocar na alma, seja ainda por meio do brilho do sol e a luzes que traz à vida, nas águas paradas dos reservatórios artificiais que lançam movimentos inconfundíveis que se igualam ou perdem para a chuva em sua forma de apresentar-se aos passantes e despercebidos transeuntes do cotidiano... Contudo, o fenômeno mais, e inexoravelmente, belo desses encontros tem na forma do abraço apertado e constante com o riso e cheiro inconfundível, a expressão mais viva e real do que importa e vale na vida como essência viva.

Partimos para um instante planejado e intencional na noite após o jantar coletivo, sem celular, próximos uns aos outros, depois escovar os dentes como manda o figurino. É, isso importa! Sobretudo quando se trata de hábitos educacionais e relações afáveis familiares. Eis agora, dado o intervalo do movimento peristáltico natural, a hora da sessão de estudos, focado em nortes substanciais e imprescindíveis para uma educação de verdade. O norte primeiro é o ambiente, sem tv e sons ligados, com um bom e atual livro, sua leitura, sua reflexão, anotações, perguntas e respostas. E mais que isso, e com isso, complementado por desenhos, palavras soltas registradas para ilustrar o conteúdo ora visto. Com inserção de vídeos dos fatos estudados ali, com falas outras, com imagens e fatos inerentes e contundentes ao estudo em pauta da vez.

Ainda, e não menos importante, vem um momento quase final de leitura pública, em alto e bom som, com respeito a coerência e coesão da língua utilizada, com a alegria de fazer ao outro bem, bem aos ouvidos, bem ao sonho de juntos construir a vida mais promissora, ali, agora. De reconhecer quais principais ideias soam mais importantes na exposição feita. E valorizando quem as registrou no nome e na formação para tal. É hora de reconhecer, avaliar, de ganhar parabéns, de ouvir que pode ir muito além, de poder melhorar em dada compreensão, com vista tão bem apresentar-se continuamente no apontar o que fica para ser o próximo encontro.

Para tanto, não busco aqui esgotar a didática, tão pouco as visões e possibilidades de apostas em educar as crianças, seja com a disciplina necessária, seja com o conteúdo preciso. Sem perder de vista, é claro, o mediador capaz. Nesse tocante, chamo atenção para reconhecer, de forma indubitável, o quão pode ser valioso um professor com formação ampliada, com nível superior e até mais que isso junto ao momento aula com as crianças, logo disfrutará de bagagem e conhecimentos diversos para melhor ilustrar o que realmente e como importa nos conteúdos que foi planejado a alcançar em suas metas. É fato que em alguns países mundo a fora já é realidade da exigência em ter mestrado para atuar na sala de aula infantil. Aqui ainda falta ter contínua alimentação escolar (criminosos, hipócritas, incompetentes e malditos). Consegue imaginar o professor de seu filhinho e amiguinhos dele um mestre ou doutor em educação?! Que comunidade e sociedade pode esperar-se formar assim?

Inspirados no filósofo e professor de Alexandre “O Grande”, Aristóteles (384-322 a. C) e na realidade dos fatos como Lispector (1920-1977), assim, continuemos, pois, na lida constante e por vezes indesejável e injusta, na tentativa de construir mais, ser mais, diminuir a dor própria e dos outros nesse mundo cinza, cruel, amargo, contudo possível ainda de desfrutar o bem, o belo, o amável e sustentável. Logo “o mundo não é, o mundo está sendo” (FREIRE, 1997).

Não obstante, Viva a Vida, Viva!

*Antonio Jakson da Silva, doutor em Ciências da Educação, professor universitário. Contatos para críticas e opiniões: (99) 981331551 – WhatsApp, Instagram prof_jakson e e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. - Bacabal – MA, Abril. 2020.

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Lido 394 vezes Última modificação em Terça, 07 Abril 2020 11:18
Antonio Jakson da Silva

Antonio Jakson da Silva, Capinzalense, Doutor em Ciências da Educação, professor universitário. Contatos para críticas e opiniões: (99) 981331551 – WhatsApp, Instagram prof_jakson e e-mail: dr.jakson123@gmail.com - Bacabal – MA. 2020.

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