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Sexta, 17 Abril 2020 20:20

CRÔNICA A LA CUXÁ Destaque

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Prólogo a uma crônica de estreia

Alguns textos carecem de um prólogo. Ei-lo, pois:

Em meados de 2019, precisamente a 30 de junho, comecei a escrever como se já então fosse estrear uma coluna no site Cuxá. O feito não ocorreu à época, mas hoje está a se concretizar. Cousas da vida que querem se realizar e terminam se realizando mesmo. Deixemos o prólogo e passemos à estreia.

São exatamente dez e oito da manhã. O domingo é de sol ameno na Vila Kühn. Uma leve brisa perpassa pelo ar, balançando os capinzinhos da rua e deixando no tempo um cheirinho de bem-estar. No céu azul e límpido, uma dezena de aves negras sobrevoam as alturas a brincar nas nuvens brancas. Cá, em baixo, uns meninos aqui de perto empinam suas pipas simples, enquanto aqui, na minha calçada, me visto genuinamente de Edgar Moreno para um ofício peculiar e nobre: escrever uma crônica de estreia da webcoluna Cronicando... para o Cuxá, esse badalado site de minha cidade.  

O tempo me parece bem propício para isso. Acaba-se junho e com ele suas festas e comidas típicas.  Já dá até saudade do cheirinho gostoso do arroz de cuxá. Hum... Houve fogueiras? Não as vi, mas houve procissão de São Pedro no rio Mearim. Daqui a pouquinho, julho chega com seu ar de férias e nuances de um novo ciclo e, com ele, um Cuxá, agora temperado à la crônica.  Quero, deixar-me estar assim, contente e inspirado para mais uma etapa de publicação da literatura edgarina, que para o leitor menos atento pode vir a se confundir com seu ortônimo e parceiro Costa Filho, tais são os termos deste tópico frasal que aqui se encerra.

Pego da minha pena azul, porque para a crônica o dia não se pintará do preto do luto, nem do vermelho da guerra, mas se adornará do azul harmônico da serenidade e da harmonia. Já o papel e a escrita, prefiro a forma tradicional: a punho. E assim a crônica vai se desenhando neste caderno de rascunhos com folhas pautadas e capa verde. Eu poderia dizê-lo em folhas soltas, mas não é, e o cronista tem esse apego pelas minúcias e verdades. É que isso, diferentemente do computador, me parece mais justo e inspirativo para registrar esse momento doce e com efeito, histórico.

O tempo passa nesta sombra de muro. Os capinzinhos continuam em sua dancinha leve, as aves negras rodeiam os ares, os meninos correm pelo chão descalços. Uma crônica precisa sair-me, e sair muito bem original e marcante, como A última crônica, de Fernando Sabino.

E bem aqui detenho-me para a primeira correção textual, ou como diriam nossos estudantes, para “passar a limpo”, afinal essas rasuras e emendas já me parecem estúpidas e reclamantes duma melhor estética.

Tudo corrigido, agora; ou pelo menos acho. Prossigamos, pois, meu leitor.

A crônica tem mesmo dessas coisas: a gente escreve e reescreve, faz e desfaz, emenda e corrige para depois, no prelo, encontrar um deslize, uma melhor frase ou alguma cena não vinda na hora da criação. Talvez, leitor, não te recordes desse teu cronista, ou não conheças de perto essa moça linda e nobre chamada crônica. Pois cá estamos, eu, tu e ela para semanalmente ou quando assim nos for possível, encontrar-nos aqui pelo Cuxá. Eu, a trazer-te essa jovem serena e doce, inteligente e crítica; tu, a degustá-la; e, no meio de nós ambos, como centro das atenções, ela, elegantemente vestida de nuances históricas da cidade, do cotidiano bacabalense, dos modos de nosso povo ou mesmo imersa nalguma reflexão sobre a vida ou ainda se importando das pequenas grandes coisas que somente a crônica pode fazê-lo de modo tão singelo e singular.  E assim o será, eu, tu e a crônica, cada um com sua honrosa função: a minha, de construí-la ao teu bel prazer; a dela, de entreter-te de modo útil e agradável; e tu, leitor, aí do outro lado, com uma missão das mais admiráveis, quiçá a mais sublime, que é ler e curtir esse lírico cenário na sombra da tua porta, no teu escritório, no banco da praça, nos horários vagos, degustando, apreciando e compartilhando essas crônicas a la Cuxá, cuja leitura da edição inaugural estás a concluir agora. 

Resta-me, formular-te novo convite para as próximas crônicas e desejar-te uma boa leitura!

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Edgar Moreno é cronista e escritor bacabalense, heterônimo de Costa Filho, membro da Academia Bacabalense de Letras, Cadeira nº 2.

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Lido 570 vezes Última modificação em Domingo, 26 Abril 2020 14:46
Edgar Moreno

SOBRE O AUTOR DA COLUNA

Edgar Moreno é cronista e escritor bacabalense, heterônimo do poeta Costa Filho, membro da Academia Bacabalense de Letras. Em abril, estreou com a coluna “Cronicando...” no site Cuxá. Escreveu ou escreve em outros jornais e sites, publicando eventualmente em suas redes sociais.

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