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Terça, 26 Mai 2020 20:23

NÃO TENHA MEDO DO CONHECIMENTO Destaque

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NÃO TENHA MEDO DO CONHECIMENTO

Por: Antonio Jakson da Silva*

O conhecimento, algo mais fulcral do que a informação é um determinante da vida melhor, se digna, se menos injusta. E nesse contexto é mais que recorrente que façamos sem medo sua busca, apropriação de um nível razoável do mais seguro delineador da vida mais próspera, pacífica, quiçá sustentável.

A docência como profissão é mais que uma base de sustentação financeira e motivacional, representa um espaço em que é encantador como possibilidade de ensinar e aprender em meio aos processos educacionais em suas exigências como do planejamento, das pesquisas e leituras diversas, do sequenciamento das ideias, organização e apresentação da aula, para ser consistente no conjunto de significados do conhecimento e tentar ser mais assertivo quando o saber toma forma.

Basta que aconteça mais uma apresentação em aula para fluir o sentimento de mais feliz. Talvez seja ousadia dizer que é preciso que alguém assista a uma única aula feita com prazer e profissionalismo para sentir também da mesma alegria em poder saber de maneira mais direcionada e esperançosa. É, senão, um momento pautado em verdades aceitas e dignas de perfazer o equilíbrio entre a beleza da razão e da emoção como moldadores do ser humano em formação.

O conhecimento é encantador quando possibilita poder munir os pares de criticidade, de dúvida, de argumentos plausíveis, de silêncio necessário e de contemplação do belo e do simples da vida em cada uma das profissões que se mostra aberta às contribuições em seu curso. Os educandos são geralmente pessoas comuns que se diferem apenas pelo simples fato de ainda não ter galgado a formação a que se posta em meio a todas as suas dificuldades enfrentadas para esse propósito.

A provocação é uma das melhores hipóteses de resultados quanto a maior atenção para o valor que tem o conhecimento, sobretudo, o conhecimento científico sem perder de vista o respeito e até mesmo a utilização dos demais (teológico, empírico e filosófico). Todavia, torna-se necessário encarar e buscar “a todo vapor” mais pelo saber científico, haja vista tanto acesso a informações de toda ordem ofertadas a todo instante e o atraso que coloca o Brasil na categoria de país emergente. Distinguir o que serve como base e norte nesse meio é uma tarefa que requer o mínimo de sensatez e um pouco de capacidade interpretativa para não se deixar levar por engodos e futilidades.

Assim, ao olhar um dos tantos veículos de comunicação a disposição, seja rádio, tv, jornal, revista, redes sociais e aplicativos de conversas, logo percebe-se o quão na maioria do que é servido nesse espaço são apelos montados para alimentar apenas o anunciante e suas ideias como proprietários. Todavia, quando se tem o mínimo de escrúpulo interpretativo se terá o crivo necessário em sua continuidade ou não. O que poderá gerar apreço ao que se tem em contato. O “nem muito e nem pouco, mas o suficiente” de Aristóteles cabe como uma luva nesse contexto.

O radicalismo ou tentativa de julgar todas as ideias, assuntos, pessoas e instituições na mesma “vala rasa” é um erro primário e grosseiro, senão vexatório para uma espécie de animal denominado racional. É só olhar para o que se tem atualmente no nível comunicativo quando uma leva significativa de pessoas, sobretudo autoridades políticas e artistas, preferem se comunicar por redes sociais com caracteres limitados (poucas palavras) justificando ser comunicação direta e fácil, em detrimento das grandes redes de comunicação, que embora não sejam santas, são mais profundas em suas exposições, cabendo ao espectador distinguir o que é verdade ou mera publicidade.

Não se pode jogar fora o bebê junto com a água suja da bacia. Cabe aqui defender a existência da Rede Globo, umas das melhores TVs do mundo (2ª depois do grupo norte-americano American Broadcasting Company) em qualidade de imagem e conteúdo com seus profissionais, bem como a Revista Veja, sem perder de vista seu impecável português e notícias em profundidade. Ou não se estaria fazendo jus ao que é considerado uma das maiores conquistas enquanto humano-aprendiz, a capacidade de filtrar as ideias, de conhecer, reconhecer e apreciar a seleção destas. Nessa mesma revista e canal de tv percebe-se conteúdos que chegam a ser desprezador das pessoas mais pobres no país, como se elas não existissem (mais de 1/3 da população em meio a 210 milhões de habitantes). Eis uma situação horripilante. Essa triste realidade também foi abordada pelo jornal El País em 2019, quando registrou que “a extrema pobreza subiu no Brasil e já soma 13,5 milhões de pessoas sobrevivendo com até 145 reais mensais. O número de miseráveis vem crescendo desde 2015, invertendo a curva descendente da miséria dos anos anteriores”. De acordo com o método científico e análises lógicas a esse respeito, esse dado é um vexame grotesco e caricato para um país que ocupa a 9ª posição de mais rico do mundo (em Produto Interno Bruto), com acesso a conhecimentos, tecnologias e instituições governamentais funcionando em sua razoabilidade.

É inadmissível não ter a pobreza uma agenda própria nesse país. Um plano estratégico (para longo prazo) de diminuição desses números para índices toleráveis como tem feito países que gozam da mesma posição em economia e outros aspectos citados. É preciso se indignar com isso e começar, de fato, não apostando em salvadores da pátria, mitos, exemplos isolados de gestores. E tornar isso regra nesse país quanto a sua governança.

O começo da mudança se encontra logo ali na luta de cada um ou do coletivo em formar-se educacionalmente mais e melhor. A título de exemplo, em todas as localidades, sejam nações ou cidades, suas soluções são sempre pautadas no processo educacional de seu povo, no conhecimento escolar para tal, nunca tentando a volta da Idade Média sob o absolutismo religioso e regimes políticos autoritários. Isso é um escárnio contra a racionalidade e o bom senso.

Muito importa a capacidade de usar um crivo, escolha, análise, intepretação aguçada e clarividente dos fatos e conteúdos que rodeia-me para entender e viver melhor essa realidade cinzenta, nua e crua. O que o conhecimento científico em seus métodos desde o pensamento de Sócrates (5 séculos a. C.) corroborado com René Descartes (1596-1650) e Immanuel Kant (1724-1804), vai de cheio e ao encontro dessa perspectiva.

Se orgulhar de ser ignorante e arrogante nesse tempo é mesmo uma situação digna de ausência no ciclo amigável de quem se sente equilibrado e aceito na comunidade científica. É se comportar abaixo da capacidade que lhe é ofertada. É não se reduzir a sua insignificância no universo. Não obstante, ou ainda se preferir uma dose de Fiódor Dostoiévski (1821-1881) em “sua ideia é sórdida e imoral e exprime toda a sua insignificância da sua evolução”.

 Viva a Vida, Viva!

 

*Antonio Jakson da Silva, Doutor em Ciências da Educação, professor universitário. Contatos para críticas e opiniões: (99) 981331551 – WhatsApp, Instagram prof_jakson e e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. - Bacabal – MA, Junho. 2020. Com importantes contribuições e revisão de acadêmicos (as) e profissionais que em algum momento foram discentes em graduações e especializações em que o Professor Jakson lecionou/leciona: Daiana Ferreira da Silva, Francisco Medeiros Leitão e Francisco Helmer Pinheiro de Oliveira (acadêmicos de Pedagogia/UNIPLAN Bacabal), Henrique Nehru Sousa Lima e Giselly Meneses da Silva Santos (acadêmicos de Administração/UNIPLAN Bacabal), Francisco Diassis Mota Cabral (Licenciado em Matemática/Instituto Queirós/Polo Santo Antonio dos Lopes), Késia Ferreira Silva, Geovane da Silva Freitas e Nayara Damasceno da Costa Pereira (acadêmicos de Pedagogia no IDMEC/Polo Alto Alegre do Maranhão), Samantha Brasil Carvalho Cruz e Fabiana Ribeiro de Sousa (acadêmicas de Pedagogia no Instituto de Educação Santa Clara/Polo Tuntum), Fernanda da Silva Costa, Bióloga pela UEMA e Especialista em Meio Ambiente pelo IFMA; Giselly Loyvva Cardoso Botelho (Graduada em Letras\UEMA, Especializanda em Docência do Ensino Superior/FAEMA, Santa Inês), Eliane do Nascimento Soares (Pedagoga/FACEC, Brejinho/Bacabal), Francisca Anahi Burgos Diniz (Pedagoga FACAM, Bacabal), Adalmir Oliveira Bezerra (Letrólogo/Faculdade do Baixo Parnaíba e Especialista em Gestão e Supervisão Escolar/FAEME e Educação Especial/Educação Inclusiva/UEMA, Bom Jardim).

 

 

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Lido 1123 vezes Última modificação em Quarta, 27 Mai 2020 14:19
Antonio Jakson da Silva

Antonio Jakson da Silva, Capinzalense, Doutor em Ciências da Educação, professor universitário. Contatos para críticas e opiniões: (99) 981331551 – WhatsApp, Instagram prof_jakson e e-mail: dr.jakson123@gmail.com - Bacabal – MA. 2020.

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