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Quarta, 14 Outubro 2020 13:21

A POLÍTICA E A CAMPANHA ELEITORAL QUE SE AVIZINHA Destaque

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A POLÍTICA E A CAMPANHA ELEITORAL QUE SE AVIZINHA

 

Por: Antonio Jakson da Silva e Ítalo Gabriel Monteiro*

 

   A política é a arte de fazer o bem comum, disse Aristóteles (384-322 a. C.). É o conjunto de regramento de uma cidade nascida como polis = cidade grega. Essa noção teórica foi perseguida, propalada e criticada em sua prática veemente até o divisor de águas Nicolau Maquiavel (1469-1527 d. C) ao registrar com O Príncipe de forma incisiva a separação de ética da política, o que retirou o ar romântico da prática governamental e tornou um tanto quanto real e mais distante da teoria essa prática de governança representativa de uma sociedade.

   Já a campanha política partidária que envolve a todos, mesmo que ainda não queira, logo começou nessa segunda quinzena de setembro desse ano anômalo e por força da lei e dos costumes vai mostrar a que venho os pretensos candidatos, seguido pelo que estes desejam que o eleitorado entenda, sobretudo. E assim, muitos serão a continuidade do que menos importa nesse espaço. A entrega do prometido não tem sido feita, e pior do que isso, a reeleição de políticos parasitários vem ocorrendo com certa frequência.

   Mesmo tendo quatro anos para isso e tendo como base a obrigatoriedade de registro das propostas do executivo em um plano de governo, o plano passa a ser conhecido em alguns pontos importantes e cruciais, com alguns até polêmicos pela comunidade. E para essa realidade do Médio Mearim, esquecida tão brevemente pela mesma comunidade. As demandas sociais são de todo outras e tem que ter conexão com os representantes, mas não é o que se tem visto ainda por aqui, o que se vê são práticas políticas atrasadas, dominadas pela corrupção. O espaço político parece está dominado por políticos profissionais com interesses nitidamente pessoais, pouco se ver a figura de homens e mulheres públicos com respeitável espirito republicano.

   Arroubos de autoritarismos têm sido praticados de forma abrupta e constantes. Como um exemplar ridículo do reflexo da sociedade da Idade Média reinante ainda entre nós. Nesse contexto, eis o dilema de continuar com o mesmo gestor ou mudar para outro. As opções são vexatórias, de maneira geral e não exceção no raio de 150 km de Bacabal. De ficha suja, ex-prefeitos, laranjas esfregadas na cara dura, entre outras verdadeiras personagens bizarras são as chamadas opções democráticas do pleito. E pior, continuar na mesmice e ainda cantando aos ventos que “em time que se está ganhando não se mexe”. Ganhando o quê, oh cara pálida?!

   Seguir com o mesmo gestor e vereadores torna-se, em geral, um risco a que não se devia correr mais, de todo o que continua, permanece nas mesmas práticas lastimáveis e piora nos desvios de verba para si e seu grupo de meia dúzia de escolhidos (rouba para não mais trabalhar, nunca mais), o próprio Fernando Henrique Cardoso (FHC) que teve em seu governo a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da reeleição fez recentemente um mea-culpa ao reconhecer o erro histórico que foi a aprovação da reeleição, isso porque uma vez eleito o político não trabalha pela res pública (coisa pública), trabalha para se reeleger. Embora a ruptura é um sinal ruim para a continuidade eficiente, mostra ser o caminho se tratando de péssimos gestores que se tem notícia na região. Basta que olhemos para Lago Verde e Bom Lugar como exemplos próximos de Bacabal em que quase nada avançou na relação de contribuição do poder público nesse tempo último de gestão, e por sinal muito piorou. Também olhemos para Alto Alegre do Maranhão e antes para Lima Campos e vemos o quanto tornaram-se razoáveis em termos de gestão pública nesses últimos 16 anos a partir de seus prefeitos com proximidade aos anseios da comunidade e uma aposta na profissionalização responsável da gestão a que estavam à frente.

   A democracia nascida na Grécia a que fazemos uso tem ao nosso modo muitos arranjos de fazer com que Aristóteles tente forçar sair da tumba e Maquiavel não diferente sinta que apenas o lado fatídico de sua obra se encontra em uso. Com ligeiro esquecimento de que na mesma obra ele exorta de que é preciso a aposta do governante em bons exemplos do passado, na educação do povo e nas boas leis. Logo, uma vez que se tem aposta em educação, tão logo os frutos são de uma sociedade livre de agruras e amarras, mesmo de governantes ruins.

   De todo, para agora a mudança necessária ainda será postergada por falta de homens e mulheres com compromisso com a função pública. Teremos contribuições pequenas, embora válidas por alguns vereadores ou figurantes de governo que apesar dos pesares ainda sonham e fazem jus a função que ocuparão. Esse pessimismo filosófico recorre a corrente do realismo científico face ao tão obvio e estampado empirismo a que ainda se faz da política uma politicalha no nosso meio e com nossos impostos.

 

*Antonio Jakson da Silva, Doutor em Ciências da Educação, professor universitário. Contatos para críticas e opiniões: (99) 981331551 – WhatsApp, Instagram prof_jakson e e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.; Ítalo Gabriel Monteiro, acadêmico de Administração/UEMA - Bacabal). Com correções de Maria Alice Rocha Sousa, acadêmica de Farmácia (Pitágoras/Bacabal) e Letras (UEMA/Bacabal). Bacabal – MA, Setembro, 2020

 

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Lido 215 vezes Última modificação em Quinta, 15 Outubro 2020 09:17
Antonio Jakson da Silva

Antonio Jakson da Silva, Capinzalense, Doutor em Ciências da Educação, professor universitário. Contatos para críticas e opiniões: (99) 981331551 – WhatsApp, Instagram prof_jakson e e-mail: dr.jakson123@gmail.com - Bacabal – MA. 2020.

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