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Sexta, 01 Janeiro 2021 15:10

COVID-19: UM INFELIZ ANIVERSÁRIO Destaque

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Pandemia do Coronavírus Pandemia do Coronavírus Costa Filho

Trinta e um de dezembro é uma data negativamente marcante para a humanidade. Faz exatamente um ano do surgimento do Novocoronavírus, que ocasionou a atual pandemia a qual já ceifou a vida de mais de 1 milhão e 800 mil pessoas pelo mundo. Isso nos leva a considerar o fato como um infeliz aniversário dessa doença contagiosa, a covid-19, que continua a assustar a comunidade mundial, espalhando medo, morte, ganância, jogos de interesses, conflitos e outros males de ordem físico-biológica, psicológica, ético-moral, etc.

A princípio foi chamado de vírus da China, vírus de Wuhan ou vírus chinês por ter surgido na China, especificamente na cidade de Wuhan, na província de Hubei, através de pessoas que tiveram alguma associação a um mercado de frutos do mar, segundo divulgado pelo governo chinês.

A primeira vítima foi um senhor de 61 anos, que faleceu de parada cardíaca em 09 de fevereiro com sintomas de falta de ar e pneumonia grave. Já então havia 41 pessoas infectadas. Daí em diante, os casos só aumentaram e a doença se proliferou rapidamente por todos os continentes, levando a OMS a declarar como pandemia em 11 de março.

Científica e provisoriamente o vírus foi nomeado pela OMS de 2019-nCoV, depois SARS2-Ncv, e por fim, SARS-CoV-2, baseado em outro coronavírus.

Como doença foi nomeado pela OMS de "covid-19". Essa medida visa a que o vírus não seja associado ao lugar de origem, no caso a China, como ocorreu com outros vírus como o da "gripe espanhola" (associado à Espanha), "gripe suína" (porcos), "gripe do frango", etc.

Todavia, o "vírus chinês" sempre levantou polêmica em torno das causas e motivos de sua disseminação. Fala-se que foi criado em laboratório e que por trás da doença há ideologias de poderio econômico e interesses os mais diversos. Segundo Luc Montagnier, vencedor do Nobel de Medicina de 2008, o coronavírus SARS-CoV-2, causador da covid-19, foi criado em um laboratório de Wuhan, na China. “A história de que ele surgiu em um mercado de peixes é lenda”, diz. Premiado em 2008 com o Nobel pela descoberta do vírus HIV nos anos 1980, Montagnier disse que o laboratório da cidade de Wuhan se especializou nesse tipo coronavírus desde o início dos anos 2000 e, apesar de ser um local de alta segurança, teria deixado escapar a nova cepa do vírus.

Criado em laboratório ou não, oriundo ou não dos frutos do mar, o vírus é uma realidade. Isso é fato. Um fato que ganhou força pandêmica, suplantando as estatísticas das demais doenças e epidemias, um vírus silencioso que tem sacudido as estruturas da ciência, do poder econômico, político e social.

A corrida pela cura, com a criação e comercialização de vacinas é apenas uma variante dessa novela dramática. A doença, desde o seu início tem mudado hábitos, proporcionado o aumento do consumo de produtos e serviços ligados à doença, e com isso, o ágio de preços, a busca desenfreada pelo lucro. Enquanto os governos discutem a questão, o desentendimento se agrava em torno do assunto nas diversas esferas de administração e convivência. Os cofres governamentais secam diante dos auxílios e despesas inesperadas, gerando conflitos os mais diversos, enquanto alguns simplesmente torcem pelo colapso em nome do poder. Por outro lado, políticos corruptos usaram e vão usando de má fé, desviando as verbas da covid-19, negligenciando direitos e deveres para com o povo e a moralidade, contribuindo para a catástrofe pandêmica. Tudo isso, sem falar nos milhares de entes queridos mortos ou matados em nome da doença, enterrados às pressas e sem a presença de seus parentes. Sem detalhar aqui cada dor, cada medo, cada distanciamento, cada perda, cada saudade, cada sofrimento e a angustiosa interrogação: Quando isso vai acabar?

Fiquemos por aqui com nossa própria reflexão.

Que se vá a covid de 2019 e venha o 2021 "com vidas" saudáveis e renovadas.

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Edgar Moreno

SOBRE O AUTOR DA COLUNA

Edgar Moreno é cronista e escritor bacabalense, heterônimo do poeta Costa Filho, membro da Academia Bacabalense de Letras. Em abril, estreou com a coluna “Cronicando...” no site Cuxá. Escreveu ou escreve em outros jornais e sites, publicando eventualmente em suas redes sociais.

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