Edgar Moreno

Edgar Moreno

SOBRE O AUTOR DA COLUNA

Edgar Moreno é cronista e escritor bacabalense, heterônimo do poeta Costa Filho, membro da Academia Bacabalense de Letras. Em abril, estreou com a coluna “Cronicando...” no site Cuxá. Escreveu ou escreve em outros jornais e sites, publicando eventualmente em suas redes sociais.

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Nem sempre ter netos significa ser idoso, mas esse é o caminho para os avós. E isso cabe uma reflexão neste dia dedicado a essas pessoas que, como diz o ditado popular, são pais e mães duas vezes.
Quando a pessoa é nova, é cheia de energia, de força, tem equilíbrio e se acha um super-homem, dono do saber e da razão. É alguém, independente, por assim dizer.
Todavia, com o tempo e a idade, vêm os filhos e depois os netos. É aí que as coisas começam a mudar. Os avós passam a viver na companhia de algum filho, (sempre há aquele filho que traz a missão de cuidar dos pais), ou ficam na companhia de algum neto que já o criaram, ou vão levando suas vidas no sossego de sua solidão.
Teoricamente, era para os idosos terem uma velhice de aquietação, de cuidados e carinho, uma vez que já tendo criado seus filhos, doravante precisam de descanso e cuidados especiais. Mas na prática não é bem isso que acontece. Uma grande maioria dos avós, sobretudo nas classes menos favorecidas, terminam por acumular, além da função de avós, também a função de pais. Isso geralmente ocorre por fatores como imaturidade dos filhos, gravidez precoce e falta de emprego aos pais adolescentes ou não. Apesar de os netos trazerem o senso de felicidade e realização hereditária, a criação obrigatória deles pode trazer outros tipos de sensações e atitudes não saudáveis à saúde em geral dos idosos, pois, já não têm a mesma estrutura de quando jovens.
É uma questão complexa e pouco questionada, que envolve vários fatores, desde o psicoemocional ao financeiro, podendo ser decisivo no futuro dos netos, inclusive em personalidade e atitudes.
É preciso, portanto, considerar tais fatores por ambos os lados, mas não esquecer que os idosos vivem uma época de sua vida em que mais precisam de cuidados e atenção. Assim, não apenas os filhos, mas também os netos devem usar de consideração, bondade, paciência e amor para com os idosos, pois é comum que eles se "tranquem" em seu mundo, sem quererem "dar trabalho aos outros". Cuidados com a alimentação, hidratação, higiene, remédios, cuidados médicos e lazer são fatores essenciais, mas há algo que para eles é decisivo: o amor. Isso por si já traz outros tantos cuidados também fundamentais.
É oportuno lembrar aos filhos e netos que eles estão caminhando também para a velhice.
 
Texto: #CostaFilho #diadosavós2021 #avós