Por: Antonio Jakson da Silva*

Chegamos ao início do ano. Que bom que sobrevivemos 2019. Aquele foi um ano complicado, de tormenta. As palavras superação e incerteza marcaram esse tempo, sendo escolhida a segunda no conjunto de palavras do ano. São expressões que exprimem e imprimem bem o sentimento mais brando e real do ano que se passou.

O primeiro semestre do ano no Maranhão, onde vivemos, tem suas vantagens naturais que colaboram com as atividades de trabalho, de estudo, e mesmo de reflexão necessária para a vida. Trata-se de um tempo com presença de chuvas, que possibilitam um clima mais arejado, logo produzimos mais, amamos mais... Por que não dizer que vivemos mais?

Bom que trouxemos “as baterias carregadas” do recesso de final de ano para esse começo. Podemos bem mais viver intensamente o que nos rodeia. E quando o segundo semestre brotar teremos mais fôlego para participar deste suficientemente e necessário. Haja vista, ser um tempo de eleições municipais, situação estreitamente pertinente ao nosso cotidiano, no que somos e no que podemos ser.

 É um tempo não diferente do que outrora e recente aconteceu, uma vez que muito, infelizmente, do que vivenciamos nesse cenário, se repetirá como um mantra ou verso de um bolero. Ou seja, será a parte crucial da “participação social democrática” brasileira. Muito embora, levando em consideração a realidade a que estamos inseridos, esta se caracteriza como triste, ríspida, cinza, amarga, antagônica e deslocada das demandas sociais contemporâneas. Quando assim, ainda nos é imposta a viver.

Trata-se de um cenário plausível, de manipulação, medo, cooptação vexatória, injustiça, mentiras e engodo. Salvo as raríssimas exceções de pífios homens e mulheres nesse meio, como probos e animados exemplares que conduzem suas gestões municipais lotados em cargos públicos eletivos temporários com contribuições à vida, a não anulação da vida, com menos vidas ceifadas, reconhecimento desta, apoio e direito a viver.

Desculpe-me, se acreditar que deve, o realismo nietzscheano dói mesmo, todavia sem o tal, não mudamos facilmente e o quão preciso se faz mudar nesse contexto. Essa narrativa, realmente molda meu pensamento e contribui para que reflitamos, pois é hora também de olharmos para as nossas capacidades afloradas ou adormecidas, e nelas, não obstante, apostar no conhecimento. Afinal, é inicio, início como oportunidade, começo para a vida seguir, de preferência melhor. Quiçá, como se diz em Capinzal “bem mior”.

Não obstante, Viva a Vida, Viva!

 

*Antonio Jakson da Silva, doutor em Ciências da Educação, professor universitário.

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